Eficiência dos Equipamentos: Medir para Melhorar

BY KAIZEN INSTITUTE - 2017-06-08

No atual mercado global, as organizações têm que competir num ambiente cada vez mais competitivo e extremamente rápido, onde a qualidade e rapidez da entrega são essenciais. Qualquer falha inesperada e paragem de produção pode significar o incumprimento de um prazo para um cliente, com repercussões em termos de perda de receitas.

De forma a evitar quebras de produção, um Sistema de Gestão da Manutenção adequado é essencial para melhorar a eficiência global da organização. O objetivo é manter a continuidade da produção e evitar os custosos tempos de inatividade não planeados. 

Como dizia Peter Drucker, “apenas se pode gerir o que se consegue medir”. Ou seja, para se fazer uma correta gestão, é necessário ter métricas que possam avaliar a eficiência da utilização de cada equipamento, como o Overall Equipment Effectiveness - OEE.

Esta métrica adquire principal importância em contexto empresarial, especialmente nos sectores de produção contínua, com elevado investimento de capital em equipamentos e consumos energéticos significativos.

O OEE é o indicador mais utilizado para comparar a eficiência de equipamentos e até mesmo unidades de produção, para efeitos de benchmark. É calculado através do quociente entre a Quantidade produzida e a Quantidade teórica máxima. O facto de não ser uma medida absoluta permite de imediato quantificar o potencial de melhoria existente.

No entanto, pode também ser calculado usando três componentes principais: Disponibilidade, Rendimento e Qualidade.

A componente da Disponibilidade representa a percentagem de tempo que o equipamento esteve a trabalhar, comparando com o tempo de abertura - total de tempo disponível para ser utilizado. Esta componente do OEE reflete todas as paragens não planeadas, registadas durante o tempo de abertura, como por exemplo, avarias, mudanças de produto ou limpeza. Na perspetiva do Investidor, o tempo de abertura inclui também paragens planeadas, relacionadas com o período de laboração, manutenção preventiva, variação de procura, entre outros. 

A componente do Rendimento consiste em comparar as peças produzidas com as peças que, à velocidade máxima teórica, o equipamento tem capacidade para produzir durante o tempo disponível. Assim, as principais causas de perda de rendimento são baixas cadências, ciclos em vazio e micro paragens.

Por fim, a componente da Qualidade traduz a percentagem de peças conformes face às produzidas.

Ao medirmos o OEE estamos a ganhar conhecimento sobre como podemos, de forma sistematizada, melhorar a eficiência dos equipamentos. O ideal é que o OEE de uma organização se aproxime dos 100%, o que significa que esta produz com qualidade, tão depressa quanto possível, sem tempos de inatividade não planeados.

O Kaizen Institute é uma empresa multinacional que dá suporte às organizações no desenho e implementação de processos que permitem a melhoria contínua de forma sustentada.


 
 
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