Mudança para uma produção em fluxo

Mudança para uma produção em fluxo

E se lhe disséssemos que, através de uma alteração de processos, poderia diminuir o seu tempo de produção, aumentar a qualidade e a eficiência, e reduzir os gastos com manutenção de stocks? Parece complicado? A solução pode residir na passagem de uma produção em lote para uma produção em fluxo.

 

Para explicar melhor este conceito vamos usar um exemplo muito simples. Imaginemos uma empresa de automóveis com três fases para a construção de um veículo: a carroçaria, os pneus e a pintura.

 

Numa fase inicial, a empresa decide que a forma ótima de produzir é agrupar os automóveis em grupos de dez e enviá-los de uma fase para a outra num grande lote. Se cada fase demorar um minuto por carro, então os seguintes resultados seriam expectáveis: tempo na produção do primeiro carro: 21 minutos; tempo na produção do primeiro lote de dez: 30 minutos.

 

Agora imaginemos que os carros são produzidos num processo em que cada carro passa imediatamente para a fase seguinte, num processo de fluxo contínuo. Assim sendo, o tempo para produzir o primeiro carro seria de 3 minutos e para produzir o primeiro lote de 10 seriam 12 minutos. Ou seja, conseguimos obter uma redução do tempo de produção de 18 minutos.

 

A este ganho de produtividade, teríamos que somar a redução de custos decorrente de haver menos stock. Isto porque na produção em fluxo, os produtos são feitos num processo um a um, pelo que podem ser produzidos apenas para satisfazer as necessidades do mercado.

 

Há ainda outra vantagem em termos de qualidade do produto, já que, num sistema de fluxo, há uma maior probabilidade de um defeito ser detetado numa fase inicial. Por outro lado, uma vez que se produz consoante a configuração do mercado, é mais fácil garantir a atualização da produção. A cada tecnologia lançada, o sistema pode ser atualizado, algo que seria impossível com a produção em lote.

 

E esta questão pode ser adaptada a qualquer processo que não apenas a produção fabril. Pode ser aplicada numa padaria que, em vez de fazer o pão todo de manhã, faz várias fornadas ao longo do dia, aumentando o número de clientes satisfeitos e diminuindo os pães desperdiçados.

 

Pode também ser pensada na organização de tarefas num escritório. As possibilidades são ilimitadas tal como os ganhos para as empresas que resolverem adotar este tipo de processos. Chama-se a isto uma Estratégia de Melhoria da Eficiência dos Fluxos e é um novo Paradigma da Melhoria do Serviço ao Cliente e da Produtividade de Processos.

 

[Este post foi originalmente publicado em www.dinheirovivo.pt]

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