As suas equipas podem atuar com a mesma eficiência com que se trocam pneus na Fórmula 1

As suas equipas podem atuar com a mesma eficiência com que se trocam pneus na Fórmula 1

Em 2013, a equipa de mecânica do piloto australiano de Fórmula 1, Marc Webber, estabeleceu um recorde mundial que para muitos seria impensável: trocar um jogo de pneus em apenas 1,923 segundos. Além do trabalho de equipa subjacente, em que tudo está sincronizado ao milésimo de segundo, por detrás deste feito está a aplicação prática de uma metodologia que torna possível realizar esta tarefa a uma velocidade estonteante. 

Trata-se da metodologia SMED (Single Minute Exchange of Die ou mudança de ferramenta em minuto singular), que visa melhorar e normalizar o processo de mudança (setup), ou seja, pretende reduzir o tempo de perda provocado pelo processo de preparação para um novo “caso”. Esta é uma ferramenta aplicável em qualquer tipo de indústria ou atividade, desde a já referida troca de pneus em competições automóveis, até à mudança de um doente numa sala de bloco operatório ou à troca de referência numa linha de produção. 

A ausência de um método normalizado tem associado um tempo de preparação excessivo e com muita variabilidade, gerando períodos improdutivos e que consequentemente causam inflexibilidade na operação. Além disso, a perda provocada pela mudança pode não se limitar ao tempo de paragem, na medida em que se assume que um setup é o tempo decorrido entre o último caso realizado com a eficiência requerida e o novo caso processado com a eficiência requerida. 

A implementação do SMED baseia-se na observação direta das tarefas e passa por diversas etapas, nomeadamente análise do ponto de partida da mudança, seguindo-se a separação do trabalho interno (tarefas que só podem ser realizadas com o espaço/máquina parados) do trabalho externo (tarefas que podem ser realizadas com o espaço/máquina a funcionar), converter o trabalho interno em externo, reduzindo sempre que possível os dois tipos de trabalho. No final, deve normalizar-se as novas práticas e treiná-las.

O SMED deve ser aplicado no local onde a ação acontece por equipas de melhoria multidisciplinares e deve sempre incluir os colaboradores que executam as tarefas. As linhas e equipamentos a intervencionar com o SMED devem ser selecionados segundo critérios como: onde se realizam mais setups? Onde se realizam os setups mais demorados? Qual o equipamento com menor eficiência? Que área gera maiores tempos de espera?

Redução dos tempos de mudança, de stocks e do Lead Time, aumento da flexibilidade e da produtividade são os principais benefícios da aplicação desta metodologia.

 

[Este post foi originalmente publicado em www.dinheirovivo.pt]

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